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Maputo, Mozambique
Sou Doutorando em Paz, Democracia, Movimentos Sociais e Desenvolvimento Humano, Mestre em Direito, Mestre em Administração Publica, Mestrando em Direito do Petrosse e do Gás. Actualmente exerço as funções de Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais,Direitos Humanos e de Legalidade ( Primeira Comissão ) da Assembleia da República. Sou Consultor e Docente Universitário.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Intervencao - Assembleia da República



Assembleia da República







2012:
Ano do 10º Congresso e do Cinquentenário da FRELIMO











Intervenção do Deputado Edson Macuácua, antes da Ordem do Dia.


Maputo, 22 de Março de 2012

Senhora Presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados
Minhas Senhoras, Meus Senhores
Excelências

Antes de mais, saúdo sua Excelência Armando Emílio Guebuza, Presidente da República de Moçambique pela liderança visionária e pela magistratura que empenha como chefe de estado no correcto funcionamento dos órgãos do estado e pelo dinamismo que imprime como chefe do Governo na acção governativa, rumo à erradicação da pobreza.

Uma saudação calorosa é dirigida à sua excelência, senhora Verónica Macamo, Presidente da Assembleia da República pela forma clarividente, serena e ordeira, como dirige os trabalhos desta augusta casa do povo, garantindo que cumpra a sua tripla função de órgão legislativo, fiscalizador e representativo.

Uma saudação especial é endereçada à Camarada Margarida Talapa, Chefe da Bancada Parlamentar da Frelimo pela sábia condução e direcção da Bancada Parlamentar da FRELIMO, a Bancada maioritária, bancada que garante a produtividade da Assembleia da República.

Senhora Presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados

De 23 a 28 de Setembro de 2012 terá lugar o 10° Congresso do histórico, glorioso, vitorioso, visionário e cinquentenário partido FRELIMO. Justamente nas datas em que a 50 anos, teve lugar o I Congresso, o Congresso da Unidade, aliás o 10º Congresso será o momento culminante das celebrações e comemorações do Jubileu de Ouro da FRELIMO, iniciadas a 3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Nacionais.

Desde a sua génese, a FRELIMO tem na realização do Congresso, a expressão máxima da sua organização e funcionamento democráticos na condução dos destinos do povo moçambicano.

Nos seus congressos, a FRELIMO tem demonstrado ao País e ao mundo que é um Partido aberto e inclusivo que pugna pela participação de todos os cidadãos, no processo de desenvolvimento socioeconómico e cultural de Moçambique, sem distinção de origem, raça, sexo, crença religiosa.

A FRELIMO, Partido libertador, Partido da paz e do progresso, é a força da mudança em Moçambique, pois é dinâmica age de modo a corrigir rumos e a adequar-se permanentemente à realidade nacional e internacional, valorizando a experiência da Luta de Libertação Nacional e a acumulada desde a proclamação da independência.

De Congresso em Congresso, a FRELIMO ajusta os seus Estatutos e Programas ao contexto histórico, político, económico, social e cultural nacional, regional e internacional, mantendo na essência a sua natureza, como um partido do povo que concretiza a sua linha política na base das aspirações e sentimentos da vontade do povo, sua condição e razão da sua existência.

O processo de debate das teses e as eleições internas constituem apanágio da FRELIMO e inscrevem-se na continuidade da reafirmação e consolidação da democracia participativa.

Senhora Presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados

A FRELIMO, é um partido que em cada fase da nossa história e interpretando os sentimentos e aspirações mais profundas do povo moçambicano, define a sua missão e visão com vista a materialização dos supremos interesses do povo moçambicano.

O Dr. Eduardo Mondlane, fundador e primeiro Presidente da FRELIMO, foi o líder que teve a visão e a clarividência que permitiram que a 25 de Junho de 1962, moçambicanos de diferentes regiões, raças, religiões e camadas sociais, pudessem assumir a Unidade Nacional como factor e arma fundamental para o sucesso da Luta de Libertação Nacional.

A FRELIMO desde a sua fundação, foi coerente na articulação da sua agenda e durante a luta de libertação nacional, pudemos elencar (6) seis princípios estruturantes da linha, agenda e identidade política e ideológica da FRELIMO, que continuam actuais, nomeadamente:

Primeiro: A supremacia da unidade nacional, como factor decisivo para o sucesso na Luta de Libertação Nacional e na concretização do sonho colectivo.

Com efeito, a unidade nacional, foi o factor decisivo para vitória contra o colonialismo português. Permitiu–nos a conquista da independência nacional e a edificação de um Estado Popular Democrático. Permitiu também pôr fim a guerra de desestabilização e o alcance da paz. Sempre que demos primazia aos factores de coesão nacional alcançamos vitórias incontestáveis.

A unidade nacional assenta na compreensão comum dos objectivos que nos unem, em particular, a paz, o combate à pobreza, a promoção do bem-estar material, social e espiritual para todos os moçambicanos.

A Nação moçambicana é rica na sua diversidade. O reconhecimento e valorização desta diversidade são um factor fundamental de coesão, estabilidade e desenvolvimento nacional, e igualmente, de integração plena de Moçambique no concerto das nações.

A FRELIMO é repositório histórico do património de unidade nacional que libertou Moçambique e permitiu a sua constituição em Estado soberano, Democrático, de Direito e de justiça social.

Segundo: A clareza, na definição do objectivo da luta que era libertar a terra e os homens conquistar a independência total e completa que levou a que a FRELIMO rejeitasse todas as ofertas do neocolonialismo disfarçados no conceito de autonomia, política.

Terceiro: A clareza, na definição do inimigo, o sistema colonial português, o que levou a que a FRELIMO não lutasse contra uma raça, não lutasse contra um povo, não atacasse cidadãos e alvos civis e que  entregasse a cruz vermelha, todos os soldados portugueses que fossem capturados, gesto humanitário e nobre que não teve reciprocidade por parte do sistema colonial português;

Quarto: A Clareza na definição da natureza da luta, como sendo popular, revolucionária e prolongada, o que levou que a FRELIMO não se conformasse com o desalojamento da máquina colonial num outro local do nosso País, pois o que estava em causa era a luta pela libertação de todo o País e não de partes do País, era uma luta pela construção de uma nova ordem política e social, uma nova sociedade, um novo estado, um estado Moçambicano, independente, livre, soberano, prospero e unido do Rovuma ao Maputo.

Quinto: O Princípio de igualdade de direitos, de deveres e oportunidades entre o homem e a mulher, tese consolidada no II Congresso da FRELIMO, o Congresso da vitoria, cuja a sua materialização, concretizou-se com a participação da mulher lado a lado com o homem em diferentes frentes de luta de libertação nacional, pois a emancipação da mulher, era assumida como parte intrínseca da luta de libertação nacional.

Sexto: A clareza de que a conquista da independência nacional não era em sí, o fim, mas o meio para a realização do fim último que é servir os moçambicanos, construir o bem estar, daí a perenidade da célebre palavra de ordem proferida pelo Presidente Eduardo Mondlane em 1968, segundo a qual, a luta continua e no contexto actual, a luta é direccionada contra a pobreza e pela construção de um Moçambique cada vez mais próspero.
Estes princípios, hoje assumem valor e dignidade constitucional com força estruturante do estado e da sociedade.

Honra e glória aos Moçambicanos da Geração 25 de Setembro, obreiros da nossa independência, liberdade, democracia, nacionalidade, cidadania e identidade nacional. Parabéns a Geração 25 de Setembro.

Senhora presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados

Foi a FRELIMO que em 1975, consagrou na Constituição originária, o carácter democrático e republicano do Estado moçambicano e no contexto histórico e geopolítico da época adoptou um modelo de organização e de desenvolvimento do Estado e da sociedade assente nos valores do socialismo, integridade, democracia, liberdade, igualdade, justiça, solidariedade, da paz e do internacionalismo.

Este Estado moçambicano proclamado a 25 de Junho de 1975, sob a sabia liderança da FRELIMO e do Presidente Samora Machel, tornou-se num Estado forte, democrático, com prestígio e reputação no concerto das nações e alargou o acesso dos moçambicanos à água potável, à saúde, a educação, a justiça, ao Direito, à cidadania, em suma à dignidade humana, negada durante os cerca de 500 anos de dominação estrangeira.

Honra e Gloria aos Moçambicanos da Geração 8 de Março que na aurora do Estado Moçambicano garantiram o funcionamento do recem criado Estado Moçambicano, asseguraram a defesa da Independência Nacional, da soberania e da integridade territorial. Parabéns à Geração 8 de Março.

Esta é a nossa história, este é o nosso tesouro, o nosso legado, esta é obra da FRELIMO, obra dos moçambicanos obra que deve ser preservada, valorizada e exaltada por todos e por cada um de nós, pois, a história é a alma de um povo, e só conhecendo o nosso passado é que podemos compreender o presente e melhor perspectivar o futuro.



Senhora Presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados

Foi a FRELIMO que sob a liderança do Presidente Joaquim Chissano e consolidando as Reformas Políticas e económicas estruturais, iniciadas na década 80 sob a liderança do Presidente Samora Machel, aprovou em 1990 uma Constituição da República que instituiu uma nova ordem política, económica e social, com a consagração do Estado de direito, do multipartidarismo, da economia de mercado e ampliou as liberdades e direitos políticos, económicos, sociais, culturais e civis dos cidadãos, aprofundado a democracia  iniciada com a fundação  da FRELIMO a 25 de Junho de 1962.

Restaurada a paz, com a assinatura do acordo Geral de Paz, a FRELIMO retoma o curso do crescimento e desenvolvimento económico e social e sob a liderança do Presidente Armando Emílio Guebuza, consolida as conquistas já alcançadas e inaugura um novo ciclo no paradigma de governação e de desenvolvimento na qual se acentua o combate contra a pobreza, consolida-se o espírito de unidade nacional, eleva-se o espírito de auto estima, auto confiança, cultura de trabalho, cultura de paz e da auto superação e o Distrito ocupa a centralidade como pólo de desenvolvimento e base de planificação.

Senhora Presidente da Assembleia da República.
Senhores Deputados

A FRELIMO é um património nacional. A obra da FRELIMO é um legado para o presente e o futuro. A juventude deve-se apropriar desta história gloriosa, tem, pois tem a responsabilidade histórica de manter o sol de Junho a brilhar para sempre.

Somos o que somos, graças a FRELIMO e se não fosse a FRELIMO não seriamos o que somos, e temos orgulho pelo que somos.

Senhora Presidente da Assembleia da República 
Senhores Deputados

De 23 a 28 de Setembro, terá lugar o culminar das celebrações e comemorações do cinquentenário da FRELIMO com a realização do 10º Congresso na Cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.

A realização de 10º Congresso, constitui uma oportunidade para actualização do diagnóstico e da radiografia do País real de forma a conformar os Estatutos e Programa do partido à realidade actual inspirando-se nas contribuições resultantes do debate em torno das oito teses do congresso, nomeadamente:

·       Unidade nacional;
·       Natureza do partido;
·       Paz e democracia;
·       Combate à pobreza e promoção de desenvolvimento Económico – social sustentável;
·       O estado e a sociedade;
·       Boa governação, transparência e combate à corrupção;
·       Defesa, segurança e ordem pública e,
·       Moçambique na Região e no Mundo.

O 10º Congresso, é também um momento de reforço da democracia interna no seio do partido, momento de realização e eleição dos órgãos do partido no quadro do princípio de continuidade e renovação, aliás a democracia é apanágio da FRELIMO, desde a gesta 25 de Junho de 1962, por isso este Congresso é também um momento de consolidação e reafirmação de ideias, princípios e valores conformadores da natureza do Partido.

Façamos do 10 Congresso e dos 50 anos da FRELIMO, o momento de festa, de reflexão, de exaltação da nossa história, da celebração das nossas conquistas, do aprofundamento da democracia participativa, do reforço da coesão e unidade Nacionais e de reafirmação do nosso compromisso na construção de um Moçambique cada vez mais próspero, onde todos Moçambicanos possam usufruir do bem-estar, material, social, espiritual.


Senhora Presidente da Assembleia da República
Senhores Deputados


A FRELIMO é um Partido dinâmico e como disse, sua Excelência Armando Emílio Guebuza, na sua qualidade de Presidente da FRELIMO no discurso que proferiu no dia 3 de Fevereiro no lançamento das comemorações dos 50 anos da FRELIMO, “a FRELIMO não é uma essência que não muda. Tal como o nosso Moçambique, a FRELIMO ao longo deste meio século de vida, passou por várias provações que engendraram a sua evolução para continuar a conferir uma liderança de crescente qualidade. Ela sempre soube responder à conjuntura nacional e internacional para cumprir, com responsabilidade, firmeza e serenidade, a agenda do nosso maravilhoso Povo que, em cada dia que passa, adensa a sua certeza de que o seu sonho de 25 de Junho de 1962, o sonho de bem estar, está a ganhar forma e expressão. A luta contra a pobreza é o maior desafio que o Povo Moçambicano deve ultrapassar hoje rumo à construcção desse seu bem estar. A pobreza toma por exemplo, forma: na falta de ocupação e emprego, na falta de infra-estruturas básicas, nas dificuldades de acesso à habitação e à casa condigna bem como na exploração deficiente dos nossos vastos recursos, o que dificulta a geração de um desenvolvimento endógeno e sustentável”.


Continuo, citando o Presidente Armando Emílio Guebuza, ao lado da Boa governação, da promoção da cultura de trabalho e de paz, estes são os grandes desafios para a superação dos quais, a FRELIMO vai continuar a liderar o maravilhoso Povo Moçambicano nas próximas etapas da nossa marcha rumo ao bem estar. São desafios cuja superação tem em vista:

·       Consolidar a Unidade Nacional e a auto-estima;
·       Valorizar a Independência Nacional e a cidadania;
·       Enraizar a democracia multipartidária que caracteriza o nosso firmamento político, bem assim;
·       Firmar o prestígio de Moçambique no concerto das Nações.
Como no passado, uma definição correcta e clara dos obstáculos a vencer e uma participação de todos na sua superação, são condições essenciais da vitória.


Muito Obrigado


Finanças publicas



INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA





Curso Superior Profissional de Administração Pública





Tema: Resumo sobre Finanças Púiblicas e Direito Financeiro








Docente:
Dr. Renito Chilaule
Dr. Gabriel Chongo






Discente: Edson Macuácua Macuácua








Maputo, Junho de 2011




Resumo

Autor: A. L. Sousa Franco
Título da Obra: Finanças Públicas e Direito Financeiro
Contendo: Finanças Públicas


  1. Conceito de Finanças Públicas

As finanças púlicas referem-se à aquisição e  utilização de meios financeiros pelas entidades públicas. Por outras palavras, dizem respeito às receitas e despesas do Estado, dos municípios e das entidades paraestaduais. O seu estudo abarca aspectos como o orçamento, as despesas e receitas públicas e a sua uitlização como instrumento de política económica e social.

  1. O fundamento das Finanças Públicas

As finanças públicas existem porque existe a necessidade do Estado realizar despesas  e, consequentemente, cobrar receitas:

  • O Estado tem como finalidade a satisfação de necessidades colectivas, tais como a segurança e ordem públicas, a defesa nacional, a administração da justiça, o acesso à educação e saúde, a existência de infraestruturas económicas e sociais e a estabilidade macroeconómmica.

  • Tem também como objectivo atingir certos objectivos de política económica e social, como a redução da pobreza, a redistribuição do rendimento e o desenvolvimento económico.

  • A fim de alcançar tais objectivos, O Estado vê-se obrigado a dispender recursos,  a efectuar despesas. Para financiar as suas despesas, o Estado necessita de arrecadar receitas. Temos , pois, os impostos, as taxas, as receitas patrimoniais, os donativos e os empréstimos públicos.

  1. Diferença entre Finanças Públicas e Finanças Privadas.

As Finanças Públicas diferem radicalmente das finanças privadas ou dos particulares:

  • Em primeiro  lugar, os impostos constituem um meio de financiamento específico do Estado, que não se encontra ao dispôr de nenhuma empresa privada. Estas obtêm as sua receitas através dos preços que cobram pela venda de bens ou pela prestação de serviços;

·         Em segundo lugar, a possibilidade do Estado recorrer aos impostos implica que nas finanças públicas, ao contrário do que sucede nas finanças privadas, não são as receitas que determinam as despesas;

·         Por último, o Estado procura satisfazer necessidades colectivas e atingir outros fins com a realização de despesas e a cobrança de receitas. As empresas privadas, por seu turno, têm como objectivo a maximização do seu lucro, através da minimização das despesas e maximização das receitas.


Concluíndo os impostos constituem um meio de financiamento específico do Estado; as despesas públicas ao contrário das privadas, não são determinadas pelas receitas e enquanto o Estado visa satisfazer necessidades colectivas e alcançar objectivos económicos e sociais, as empresas privadas procuram a maximização dos seus lucros.

  1. Pressupostos da actividade financeira do Estado

Na base da actvidade financeira do Estado encontram-se dois pressupostos:

  • Existência de necessidades sociais, ou seja necessidades que resultam da própria vida em sociedade e são, segundo alguns, sentidas pelos individuos enquanto elementos integrantes da sociedade e, segundo outros, sentidas pela própria sociedade em si;

  • Existêcia de um processo pelo qual são definidas as necessidades que irão ser satisfeitas, estabelecida uma hierarquia entre elas, afectados os recursos à sua satisfação e impostas as opções aos membros da sociedade (individuos e grupos).


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resumo sobre Liderança




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CURSO DE PÓS - GRADUACÃO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


Tema: Resumo sobre Liderança



Discente: MACUÁCUA, Edson Francisco da Graça



                                                                                         Docente: Dr. Fernando Mitano



Maputo, Maio de 2012



         
Introdução
O presente trabalho tem como objecto o tema sobre a liderança no contexto da Administração.
Constituem objectivos do trabalho dentre outros, compreender o conceito de liderança e diferenciar do conceito de administração, resumir as conclusões das teorias sobre liderança e identificar e diferenciar os tipos de liderança.

1.      Liderança
1.1. Conceito de liderança

A liderança é a capacidade de influenciar um grupo em direcção ao alcance de objectivos. A origem dessa influência pode ser formal, quando resulta do cargo que uma determinada pessoa assume na organização e pode ser não sancionada, quando a capacidade de influenciar emerge fora da estrutura formal da organização, isto é, quando o líder se afirma naturalmente dentro de um grupo por indicação formal.

1.2.Diferenças entre Liderança e Administração

De acordo com John Kolter da Harvard Busines School, a boa administração diz respeito ao enfrentamento da complexidade, isto é, a boa administração traz ordem, é consciência por meio da elaboração de planos formais de projectos de rígidas estruturas organizacionais e da monitoria dos resultados em comparação com os planos, enquanto que liderança diz respeito ao enfrentamento da mudança, ou seja, os lideres estabelecem direcções através do desenvolvimento de uma visão do futuro e depois engajam as pessoas comunicando-lhes essa visão e inspirando-as a superar os obstáculos.

1.3.Teoria Sobre a Liderança

As teorias dos traços buscam traços sociais físicos, intelectuais ou de personalidade que diferenciem lideres de não líderes, enfatizando o estilo comportamental preferencialmente demonstrando pelos líderes.
Segundo estas teorias não existe nenhum traço universal que possa prever a liderança em qualquer situação.





2.      Teorias Comportamentais

São teorias que propõem que comportamentos específicos diferenciam os líderes dos liderados. Um dos aspectos que parece ter faltado às teorias comportamentais, é a consideração dos factores situacionais que influenciam o sucesso ou fracasso.

2.1.Teorias Contingênciais
De acordo com as teorias contingênciais o sucesso da liderança reflecte a situação. Vamos abordar em seguida cinco modelos ou Teorias que consubstanciam as Teorias contingênciais:
 
2.1.1        O Modelo de Fliedler
Este modelo propõe que a eficácia do desempenho do grupo depende da adequação entre o estilo do líder e quanto de controle a situação proporciona a ele.

2.1.2        Teoria da troca entre líder e liderados
Esta teoria argumenta que, por causa das pressões do tempo, os líderes estabelecem um relacionamento especial com um pequeno grupo de seus liderados contrariamente às anteriores teoria que defendem que os lideres tratam da mesma maneira todos os seus liderados.

2.1.3        A Teoria situacional de Hersey e Blanchard
Esta abordagem coloca ênfase nos liderados, defendendo que a eficácia da liderança, reflecte a realidade de que são eles que aceitam ou não o líder.

2.1.4        A Teoria da Meta e do Caminho
Esta teoria sustenta que o comportamento do líder é aceitável para os liderados, quando estes o percebem como uma fonte de satisfação imediata ou futura.

2.1.5        O Modelo de participação e Liderança
Esta teoria oferece uma sequência de regras que devem ser seguidas na determinação da forma e da quantidade de participação no processo decisório, em diferentes situações.

3            Teoria Neocarismática
Enfatizam o simbolismo, pelo emocional e o extraordinário compromisso por parte dos lideres e distingue a existência de tipos de liderança: Carismática, transformacional, visionaria, moral, e multicultural.

Conclusão
A liderança tem um papel crucial para a compreensão do comportamento do grupo, pois é o líder quem geralmente oferece a direcção em relação ao alcance dos objectivos.
 A busca original por um conjunto de traços universais para a liderança falhou.
A principal contribuição da abordagem comportamental foi a classificação da liderança em duas categorias: a orientada para a tarefa e a orientada as pessoas, mas estilo de liderança comprovou ser objectivo em todas situações.
A maior novidade nas abordagens sobre a liderança, veio com o reconhecimento da necessidade de desenvolvimento de teorias da contingência que incluíssem os factores situacionais.
Das teorias neocarismáticas, aprendemos mais sobre as características que os liderados atribuem aos líderes carismáticos e transformacionais e sobre as condições que facilitam sua emergência.



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